segunda-feira, 11 de novembro de 2013

YES, OUR SHALA IS LIKE THAT...

O Shala estava bem composto naquela manhã de 28 de Outubro,  sentia-se o calor dentro da sala que provinha dos vinyasas de cada praticante, e enquanto estava ajustar um aluno, escutei um som, que se distinguiu dos sons das respirações, levantei a cabeça e dei com ela, voltada para mim, a sorrir, disse-me: "CONSEGUI!". Inevitavelmente sorri de voltar, porque entendi logo o que se tinha passado e pedi-lhe que tentasse mais uma vez, e realmente ela conseguiu.

Lá estava ela, depois de um ano e meio de muitas tentativas, a erguer-se do seu Urdhva Dhanurasana!

Dei com os praticantes mais consistentes, os que vêm mais vezes de manhã, todos de cabeça para cima, com um sorri igual ao meu, todos a celebrarmos a sua "vitória", sim porque dia atrás dia vimo-la a tentar, dia atrás dia procurou entender a postura, dia atrás de dia entre dicas, tentativas e paciência, lá chegou a altura que conseguiu.

O Ashtanga Yoga é assim, respiramos e tentamos e depois com calma, paciência, perseverança, consciência lá voltamos a tentar, não perdemos a fé, arranjamos mais técnica na arte de fazer a postura, compreendemos onde temos de activar o corpo, onde temos de soltar para chegarmos ao ponto que construímos uma posição de forma precisa, simples, sem complicações e completamente conectados com o que estamos a fazer. Isto é o Ashtanga Yoga... é uma prática de consciência, uma prática de descoberta, uma prática de aceitação, uma prática de expansão, mas ela não acontece de um dia para o outro, leva anos e anos a ser construída, postura atrás de postura, respiração atrás de respiração e depois não termina ali no tapete... Como Sharath Jois dizia na conferência deste último domingo, ela tem de ser levada para fora do Shala, tem de ser colocada na forma como vivemos connosco mesmos, com os outros, com o que nos rodeia... isso é Ashtanga Yoga.

E o que mais me marcou nesta manhã de Outubro,  foi sentir o companheirismo dos praticantes para com ela. Fiquei comovida com o real apoio que têm uns para os outros. Não existe má onda, má energia, e isso sem dúvida é algo que se sente quando se entra no nosso Shala.
Obrigada praticantes!
Boas práticas!


The Shala was well filled up on the morning of 28th of  October,  it could feel the heat inside the room that came from each practitioner vinyasa, and while adjusting a student, I heard a sound that distinguished from the sound of the breaths, i lifted my head and saw her, turned to me, smiling, she told me: "I made it!". I inevitably smiled back, because I immediately understood what had happened and asked her to try again, and she really did.

There she was, after a year and a half of several attempts, rising  from her Urdhva Dhanurasana!

I caught the more consistent  practitioners, who come more often in the morning, all with their head turned up, with a smile like mine, all celebrating her "victory", yes  because day after day we saw her trying, day after day she try to understand the position, day after day between tips, attemps and patience, there came a time that she succeeded. 

Ashtanga Yoga is this, we breath and try, and then with  calm, patience, perseverance, awareness we are back there to try again, we do not lose faith, we arrange more technique in the art of making the posture, we understand where we have to activate the body and where we have to release, to get to the point that we can build a position with precise, simple, uncomplicated and completely connected with what we are doing. This is Ashtanga Yoga ... is an awareness practice, a practice of discovery, a practice of acceptance, a practice of expansion, but it does not happen overnight  it takes years and years to build, posture after posture, breath after breath and then it doesn´t  end there on the mat ... As Sharath Jois said at the conference this past Sunday, it has to be taken out of Shala, must be placed in the way we live with ourselves, with others, with what surrounds us ... this is Ashtanga Yoga.

And what struck me the most on this October morning, was feeling the fellowship of practitioners towards her. I was touched by the real support they have for each other. There are no bad wave, no bad energy, and this is certainly something that  we feel, when we enter in our Shala.
Thank practitioners!
Happy practicing!