segunda-feira, 26 de março de 2012

"ABOUT PETER SANSON" by RITA OLIVEIRA



Deixo-vos as palavras, experiências e vivências de uma das alunas portuguesas de Peter Sanson, a nossa Rita Oliveira. A Rita tem vindo anualmente a estudar com este professor incontornável do Ashtanga Yoga, nos seus workshops na Europa e também na Nova Zelândia.

"Conheci o Peter em Madrid em 2008 no meu primeiro “intensivo” de Ashtanga. Praticava há cerca de um ano (...)Estava um pouco nervosa. Ao entrar no Shala, tive a sensação de estar perdida no meio de tantos participantes, mas assim que comecei a praticar, senti-me em casa.
O sentimento que esteve presente em mim durante a prática foi o de Amor Incondicional. O Peter ensina, protege e incentiva de corpo e alma, de uma forma muito suave, presente e constante.

Desde esse primeiro workshop em 2008 que a minha motivação pela prática sofreu um encanto mágico. Tenho sido afortunada em poder frequentar alguns dos seus workshops pela Europa, tendo mesmo chegado a aventurar-me a participar no workshop anual em Gisborne, na Nova Zelândia. É sempre um enorme privilégio e um momento de grande felicidade poder praticar sob a sua guarda. Durante a prática vamos ouvindo palavras como "Breathe", "Slowly, Slowly", "Beautiful", "Good"...nada escapa ao seu olhar, como se estivéssemos perante um Maestro que nos ajuda da forma mais simples a tocar a mais bela melodia do nosso ser.

O seu amor à prática é ainda manifestado nos seus discursos, os quais reflectem a presença constante do seu Professor dentro de si. Os nossos corações palpitam com o melhor que há em nós ao ouvi-lo, e por vezes alguma lágrima de felicidade mostra o seu sorriso nas faces que o ouvem. Como neste momento! A emoção de contentamento é imensa por saber que este ano o Peter vai estar em Portugal pela primeira vez para poder partilhar com todos nós a sua presença e seu coração."

*foto de José Sarmento Matos

quinta-feira, 22 de março de 2012

WORKSHOP INTENSIVO ASHTANGA YOGA COM PETER SANSON, NOS DIAS 28, 29, 30 & 31 DE MAIO




Workshop intensivo de Ashtanga Yoga com PETER SANSON, nos dias 28, 29, 30 & 31 de Maio, aqui em Cascais. Este é mais um grande intensivo de Ashtanga Yoga, que trará pela primeira vez a Portugal, este professor tão experiente, extraordinário e muito especial. 


PETER SANSON
começou as suas viagens anuais ao KPJAYI (Shri Krishna Pattabhi Jois Ashtanga Yoga Institute), em Mysore, no sul da Índia a partir de 1989, onde estudou durante 21 anos com o Guruji, Shri K. Pattabhi Jois, aprofundando a sua prática e desenvolvendo os seus conhecimentos no Ashtanga Yoga. Peter continua a ir a Mysore praticar e prestar respeito ao seu Guru e à família Jois. Recebeu do KPAJYI o certificado de ensino de "Avançado B", que o coloca numa pequena lista de praticantes e professores das sequências de posturas avançadas do Ashtanga Yoga. Tendo mais de 20 anos de experiência no ensino, as suas aulas acentuam a humildade e devoção que este sistema de Yoga exige.

In 1989 Peter Sanson began his annual trips to KPJAYI, in Mysore, South India where he studied 21 years with Guruji, Shri K. Pattabhi Jois, developing his practice and growing in his knowledge of Ashtanga Yoga. Peter continues to go every year to practice and show respect to his Guru and to the Jois family. Receiving the teaching certification "Advance B" from KPJAYI, puts him on a short list of practitioners and teachers of advanced sequences of Ashtanga Yoga. Having more than 20 years of teaching experience, his classes emphasize humility and devotion to what this Yoga system requires.

Peter convida todos os alunos, dos mais iniciantes aos mais avançados a virem frequentar este workshop. As aulas serão de prática de "Mysore-style", acentuando o método que o Guruji ensinou durante tantos anos, promovendo a pureza e a tradição desta prática.

Peter invite all students, from beginners to the more advanced to come to this workshop.The classes will be "Mysore- Style", accentuating the method Guruji taught for so many years, promoting the purity and tradition of this practice.

PROGRAMA -
WORKSHOP DE DIA 28 (SEGUNDA) A DIA 31 (QUINTA) DE MAIO.
4 DIAS, DE MYSORE STYLE PELA MANHÃ &
1 CONFERÊNCIA, COM TEMPO PARA PERGUNTAS E RESPOSTAS, NA TARDE DE DIA 30 (QUARTA), às 18.45.

PROGRAM -
WORKSHOP FROM 28th (MONDAY) TO 31st (THURSDAY) OF MAY.
4 DAYS, MYSORE STYLE IN THE MORNING & ONE CONFERENCE, WITH A QUESTION AND ANSWER TIME ON THE 30th (WEDNESDAY) IN THE AFTERNOON at 18.45.

PRIMEIRO GRUPO- 7.00; SEGUNDO GRUPO - 8.15
Tendo em conta que as inscrições no primeiro grupo esgotam com facilidade, aconselhamos que escrevam ou liguem para assegurarem o vosso lugar. Inscrições terminam no dia 1 de Maio.

FIRST GROUP - 7am; SECOND GROUP - 8.15 am.As registrations for the first session fill up very quickly, we advice you to write or call to secure your place.The registration will end on the 1st of May.
APROVEITEM ESTA OPORTUNIDADE E VENHAM PRATICAR DURANTE 4 DIAS NA PRESENÇA DESTE GRANDE PROFESSOR, COM ALMA DE PRATICANTE E UM CORAÇÃO COM ÉTICA DE YOGUI.
Make the most of this opportunity and come to practice during these 4 days in the presence of a grand teacher, who has a soul of a practitioner and a heart of Yogui ethic.
Inscrições e informações
Registrations and information
ashtangacascais@gmail.com
facebook - ashtanga cascais


(00351) 916034770

quarta-feira, 21 de março de 2012

What they think about DAVID ROBSON WORKSHOP...





"I loved the simplicity, the humor and above all the truthfulness of his heart!
Namasté!" Rita O.

"Foi muito inspirador.
David partilhou conhecimentos práticos essenciais que irão ajudar-me muito. Fez acreditar que com dedicação, as coisas são alcançáveis. E também transmitiu o sentimento intenso que tem pelo ashtanga e que motiva a dedicar-me ainda mais à minha prática (...). Foi um fim-de-semana maravilhoso!" Laura G.


"Achei muito interessante o David conseguir "desmantelar" posturas que temos como adquiridas, através de outras menos complexas para irmos trabalhando e evoluindo na direcção mais certa. Partilhei quase todas as suas ideias, mesmo aquelas que nos pedem para recuar um passo atrás...muitas vezes faz todo o sentido e é a única maneira de aperfeiçoar e evitar "tiques" que fomos adquirindo. Achei o David uma pessoa muito acessível, objectivo, com um humor que ajudou a descontrair nalguns momentos e conseguiu transmitir um bom equilíbrio entre tradição, exigência e descontracção. Gostei muito!" Patrícia M.

"Foi enriquecedor, marcante, passagem de boa energia, e mostrou que existem pessoas que ao atravessarem o nosso caminho fazem toda a diferença na continuação do nosso percurso, portanto amei."Julia R.

"Este meu primeiro contacto com Ashtanga , foi muito interessante (...) Serviu de incentivo para aumentar as minhas práticas , porque o caminho é muito longo e é necessário praticar. " Elio P.

"Este workshop foi uma verdadeira lição, quer do ponto de vista humano quer do ponto de vista técnico. A interacção com o professor foi fenomenal, assim como com os restantes participantes e senti um sentimento de entreajuda e de muita partilha. (...). " Carla M.

"Eu senti sobretudo que o David Robson transmite com muita naturalidade uma enorme paixão e entrega na prática aliados à experiência pessoal e conhecimento partilhados connosco. Aprendi muito!" Isabel S.

"Este workshop foi extremamente marcante para mim. Identifico-me imenso com o estilo e abordagem tanto de prática como de ensino do David Robson. Ele fala de um lugar de extremo conhecimento e experiência. A forma como ele ensina é muito simples e directa com linguagem e explicações muito claras. O ensino foi extremamente técnico porém acessívell e simples. Uma verdadeira jóia do mundo Ashtanga VInyasa. Recomendo profundamente. Não falhem a um workshop dele da próxima vez que ele regressar."Jonas B.

" ...adorei o workshop!" Vera G.

"... amei o David." Filipa V.

"Um workshop, seja para um iniciado ou para um praticante mais experiente, é sempre uma oportunidade para aprender, e para corrigir alguns detalhes da nossa prática, que no dia a dia nem nos apercebemos que poderão ser melhorados. O workshop do David, devido à sua experiência e ao sentido prático com que nos orientou, permitiu no meu caso pessoal, observar e interiorizar alguns aspectos que colocados em prática irão ajudar a “polir” a minha prática.
O formato do workshop foi óptimo, e achei muito interessante a sua palestra na parte final (tal como cereja no topo do bolo), que com uma comunicação simples e muito objectiva, nos transmitiu que o sistema quando praticado com “verdade”, e dedicação nos proporciona os benefícios que vamos sentido no dia a dia." João V.

"(...)It was an amazing way to get back into Ashtanga. Loved David (...) " Teresa B.

"I learnt a lot, thank you David for sharing your knowledge and coming all this way(...). Victoria O.


OBRIGADA A TODOS POR TEREM VINDO.
BOAS PRÁTICAS.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Finding TIME = PEACE


Estabelecermos uma prática consistente de Ashtanga Yoga pode levar dias, meses ou anos. Nem todos os praticantes conseguem à primeira encontrar uma rotina de vida que permite subir ao tapete as 6x por semana. Se para alguns a entrega diária à prática é natural, para outros é uma verdadeira luta com a sua lista de prioridades. Mas mais cedo ou mais tarde estes menus de primazia acabam por terem de ser alterados e como normalmente somos tão agarrados aos nossos hábitos e rituais, levamos algum tempo até organizarmos um quotidiano que passe a privilegiar a prática de Ashtanga Yoga.

Às vezes é preciso batermos de frente com um professor como o David Robson para sentirmos um abanão interno, que faz derrubar as nossas crenças e percebermos que mais tempo para a prática é igual a mais PAZ.

E seja com o exemplo deste professor ou de outros, é mesmo necessário que a maioria dos nossos praticantes, relembrem o que sentem aquando estão no "mat", compreendam o que é o Yoga e depois, depois resta organizarem os vossos dias, aproveitarem as aulas e desfrutarem da construção de um dia-a-dia enraizado no princípio que rotina não significa aborrecimento.

Esta rotina que implica começar o dia mais cedo, sair de casa, vir até a este espaço, estender o tapete e movimentar o corpo de acordo com a consciência da respiração, ou uma que estabeleça acabarem o dia com a vossa prática de Yoga, depois de uma jornada de trabalho, nunca serão sinónimos de "mais do mesmo". Porque quer seja nas primeiras horas da vossa manhã, ou nas últimas da vossa tarde, dia após dia, vão criando uma de vivência de Paz - um estado de integração, onde pelo uso das respirações & posturas, modificamos o nosso corpo, abrimos horizontes aos nossos padrões mentais e emocionais e traçamos novos caminhos para melhor cuidarmos de nós mesmos. Aproveitem, sintam-se, respirem, estiquem-se, cresçam com a visível sensação que disciplina, que organização, que rotina, não significa aborrecimento ou rigidez, mas sim, paz.
ORGANIZAÇÃO+DEDICAÇÃO +ASHTANGA YOGA= +++++++++++++++++++++++++++PAZ





* ilustração, Boonchu Tanti

quinta-feira, 8 de março de 2012

My Ashtanga Yoga Holidays...



Segundo o legado de Shri K. Pattabhi Jois, os dias de lua cheia e lua nova, são como uma espécie de "férias" para os praticantes de Ashtanga Yoga. E porquê? Da mesma forma como as fases da Lua influenciam os oceanos e as marés, nós, seres humanos, constituídos maioritariamente por água (+ou - 70%), também somos dependentes da sua influência. Tim Miller, professor Certificado pelo KPJAYI, afirma "The full moon energy corresponds to the end of inhalation when the force of prana is greatest. This is an expansive, upward moving force that makes us feel energetic and emotional, but not well grounded. The Upanishads state that the main prana lives in the head. During the full moon we tend to be more headstrong. The new moon energy corresponds to the end of exhalation when the force of apana is greatest. Apana is a contracting, downward moving force that makes us feel calm and grounded, but dense and disinclined towards physical exertion.(Tim Miller, www.ashtangayogacenter.com)

Para alguns de vocês esta conversa e justificação das luas poderá não fazer qualquer tipo de sentido, especialmente para os mais iniciantes que ainda não tiveram suficiente contacto com esta prática e sistema de Yoga. Aconselho os mais cépticos a pesquisarem sobre esta temática e ou, praticarem nestes dois dias em casa e verificarem a veracidade destes factos à luz da vossa própria experiência e talvez cheguem às mesmas conclusões: que estes dois dias têm visível influência no nosso corpo e mente, deixando-nos mais propensos a um maior risco de lesão.

Quer acreditem ou não, quer façam o teste ou não, quer tenham mais ou menos fé no que Shri K. Pattabhi Jois estudou e enumerou, recordem-se que esta é uma prática que vai para lá do físico, que trabalha a energia do vosso corpo. Quer decidam parar ou não, aproveitem estes dois dias para pensarem na vossa prática, como se sentem em cima do tapete, como se sentem na altura do descanso, como se sentem quando saem da aula, como se sentem durante o dia.

DIAS DE LUA CHEIA E LUA NOVA em 2012
JANEIRO
Lua Cheia - dia 9, segunda
Lua Nova - dia 23, segunda
FEVEREIRO
Lua Cheia - dia 7, terça
Lua Nova - dia 21, terça
MARÇO
Lua Cheia - dia 8, quinta
Lua Nova - dia 22, quinta
ABRIL
Lua Cheia - dia 6, sexta
Lua Nova - dia 21, sábado
MAIO
Lua Cheia - dia 6, domingo
Lua Nova - dia 20, domingo
JUNHO
Lua Cheia - dia 4, segunda
Lua Nova - dia 19, terça
JULHO
Lua Cheia - dia 3, terça
Lua Nova - dia 19, quinta
AGOSTO
Lua Cheia - dia 2, quinta
Lua Nova - dia 17, sexta
Lua Cheia - dia 31, sexta
SETEMBRO
Lua Nova - dia 16, domingo
Lua Cheia - dia 30, domingo
OUTUBRO
Lua Nova - dia 15, segunda
Lua Cheia - dia 29, segunda
NOVEMBRO
Lua Nova - dia 13, terça
Lua Cheia - dia 28, quarta
DEZEMBRO
Lua Nova - dia 13, quinta
Lua Cheia - dia 28, sexta

*ilustração, Boonchu Tanti

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

2012 WORKSHOPS AND RETREATS





É sempre uma enorme honra, organizar workshops e retiros que pretendem ser dias intensivos dedicados à prática & estudo do nosso Ashtanga Yoga, onde temos acesso a novas perspectivas, conhecimentos e técnicas que transbordam de inspiração e motivação para uma maior compreensão, aprofundamento e crescimento. Contaremos com professores especiais, incontornáveis e gigantescos da comunidade Ashtangi internacional, verdadeiras mais-valias para a nossa prática, puras inspirações para quando estamos em cima dos nossos tapetes.



Em 2012 teremos a presença marcante de:
David Robson a 16, 17 & 18 de Março,
Peter Sanson a 28, 29, 30 & 31 de Maio,
Mark Robberds a 12, 13 & 14 de Outubro






domingo, 19 de fevereiro de 2012

My Ashtanga Yoga Super Hero(s)






É fácil sermos arrebatados, deslumbrados, inspirados, motivados, basta lermos a biografia da vida de um excepcional Shri T. Krishnamacharya, ou de um grandioso Shri K. Pattabhi Jois, ou vermos um filme de uma das demos do nosso querido Sharath Jois, ou conhecermos pessoalmente um professor como o Rolf Naujokat, ou sentarmo-nos num "Coconut stand" e ficarmos a conversar com mais um praticante que nos conta a sua história de determinação e força de vontade, onde venceu um cancro com a ajuda comprovada da sua prática de Yoga. É fácil ficarmos impávidos depois de circularmos numa comunidade crescente de pessoas que por meio da prática, tentam chegar a uma conduta de vida mais positiva, equilibrada e feliz.


A nossa lista de Ashtanga Yoga Super Heros cresce, vai de um conjunto de professores marcantes, Yoguis notáveis, a colegas e amigos praticantes. E muitas vezes esta lista de super heróis é acrescida por um conjunto de pessoas "normais", verdadeiros Clark Kents, pessoas com um trabalho normal, com responsabilidades, deveres, obrigações e que apesar de uma suposta caracterização de normalidade, são super heróis que instigam tanto ou mais que os outros.

Para mim este conjunto de extraordinários, são as pessoas que entram por esta porta, são pessoas que há uns meses, há uns anos, não chegavam sequer com as mãos ao chão quando faziam uma flexão à frente, ou que mal conseguiam respirar de forma ritmada, prolongada, consciente, ou que se afirmam com pouca ou nenhuma capacidade de concentração.

Mas pela sua determinação, dedicação, prática a prática, dia a dia, mês atrás de mês, ano após ano, vêm a integrar a minha colecção de inspirações.

*fotos retiradas de www.yogabones.org e www.ashtanga.dk

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ashtanga Connections



Mais do que uma casa onde praticamos o nosso Ashtanga Yoga, este é um espaço de partilha de ideias, histórias e inspirações. Para comprovar estas vertentes do Ashtanga Cascais, resolvemos construir o ASHTANGA CONNECTIONS, como plataforma online dentro do nosso blog, www.ashtangacascais.blogspot.com, que apresentará e difundirá as vossas ideias, hobbies, actividades e áreas profissionais.

Esta plataforma nasce por verificarmos que temos tantos praticantes com profissões liberais, uns com empresas próprias, outros são trabalhadores independentes, outros trabalham para outrém mas nos seus tempos livres, vêm a desenvolver ideias e projectos pertinentes, empreendedores e inovadores.


Quantas vezes procuramos uma pessoa ou uma empresa que prestam determinados serviços, mas até preferíamos alguém que conhecemos? Dentro da sala, enquanto praticamos, não temos escrito as nossas profissões nas nossas testas, ou as nossas actividades profissionais, as nossas ideias e projectos pessoais, mas nos tapetes à frente, atrás e ao nosso lado, estão praticantes que são arquitectos, designer de moda, costureiras, designer gráficos, tradutores, psicólogos, massagistas, contabilistas, carpinteiros, electricistas, fadistas, chefs, etc. Dentro da nossa comunidade Ashtangui existem praticantes com uma variedade de profissões, que podem ser exactamente as pessoas que andamos à procura.


O Ashtanga Connections estará na barra lateral direita na página principal do nosso blog, aproveite este espaço e anuncie os seus serviços e a sua empresa. Porque uma comunidade de Ashtanga, vive destas trocas, destas partilhas. De conversas antes e depois das aulas, de recomendações e sugestões, de ajuda e de apoio e especialmente de muitos sorrisos na hora de, juntos, celebrarmos mais uma vitória no tapete, seja porque alcançamos aquela postura, porque finalmente sentimos a nossa respiração, ou que simplesmente conseguimos acalmar e libertarmo-nos do stress de um quotidiano agitado e cada vez mais impessoal.


*ilustração de Boonchu Tanti

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ashtanga Yoga and Pregnancy by Mrs. Stan





Há já alguns anos que penso em escrever sobre Ashtanga Yoga na gravidez, mas sempre considerei que seria bem mais pertinente e revelador, se redigisse este artigo depois de ter a experiência da gestação. Enquanto pensava sobre este tema, lembrei-me da primeira vez que vi a Stan Byrne, à porta do KPJAYI, em Mysore. Estava acompanhada pelo seu marido, o David Robson, recordo-me de ter ficado a olhar para a Stan porque a foi a primeira vez que vi em Mysore, uma praticante grávida, e confesso-vos que foi muito especial e inspirador poder observar algumas partes da sua prática. Para todas as praticantes que estão a pensar em serem mães e para aquelas que estão grávidas,
aqui fica a entrevista com Stan Byrne.




Name
Stan Byrne
Profession
Yoga Teacher and Writer
Age
36

When and how did you start practising Ashtanga Yoga?
I was practising a vinyasa style about 5 years ago when I went to Mysore with my husband David Robson, and since then I have maintained a daily Ashtanga practice.

Do you remember the moment(s) that you felt that Ashtanga Yoga would be your daily practice?
I was in Mysore, practising primary series at the shala. I was so fearful of doing drop backs, and I would wait for Sharath to help me every time. One day, he told me I had to go back by myself and I sort-of made a feeble attempt at bringing my arms back. Then I stopped, waited for him and looked sheepish. I thought I could maybe get away with that behaviour for the rest of the trip because there were so many students - how could he remember me? But the next day, he stood at the opposite end of the room and screamed "GO DOWN! GO DOWN!"All these thoughts went through my head: "I am going to break my neck, my arms, I will never walk again"...he kept screaming. And so I dropped back. I caught myself, and I watched the tears in my eyes plop down on my mat. I didn't die or break my neck, I was fine. I felt relieved, proud, excited - it was an amazing moment of conquering my fear.
Sharath was quiet for a second, and then he screamed, "NOW COME BACK UP!" And that is the moment I got hooked. You are never finished in Ashtanga Yoga. There is always somewhere else to go.

If you had to say three words that describe Ashtanga Yoga, what you would choose?
Challenging, meditative, energizing.

You are a mum, and during your pregnancy you kept doing Ashtanga Yoga.
After you found out that you were pregnant, how long did you wait until you started practising and when did you stop practising?
I personally didn't stop practising in the first three months and I practised the day I went into labour. I know many women feel more comfortable waiting for three months. Of course, it also depends on your medical history and the advice of your doctor. I found it was a very intuitive time for me. The practice helped my morning sickness and later helped me chart the changes in my body. But when you start and when you stop is so personal.

Did you feel any differences in the practice? Describe for us your experience of being pregnant during your Ashtanga Yoga routine.
Absolutely! At first, not so much, but I began to feel very heavy and it was hard to maintain a steady breath. I started taking extra breaths, even in Surya Namaskara, stepping back and forth and I wasn't able to twist anymore. I do remember feeling very scared about falling, and I was always nervous someone was going to knock me over in drop backs. No one did. Again with the drop back fear!

If you had to advise other practitioners that are expecting, what would you would tell them?
My advice would be to not worry about maintaining a practice. Use the practice as a way to relax, release and focus on yourself. When the baby comes, finding time to practice is very challenging. I often have to rush through my practice now so that I can attend to my son. In retrospect, I wish I had rested more and enjoyed longer, slower practices while I was pregnant.

Is there any major precaution that they should be reminded about?
I think just listen to your teachers and your intuition. You will know when you are pushing yourself too hard.

After your baby was born, how long did you wait until you went back to your mat?
I started Surya Namaskara after two or three weeks, but I didn't go back to the my studio, Ashtanga Yoga Centre of Toronto, until 6 weeks. It might have been a little too soon for me. I needed the 45 minute break from the baby, but I injured my hamstring pretty soon after because I couldn't contain my bandhas.

Was it difficult to go back to your practice? Did you feel any differences in your body and mind?
I loved getting back on my mat. I felt so weak and stiff - but I loved having the opportunity to move my body and listen to my breath. It took about 10 months to get my practice back to where it was before I got pregnant. But whenever I faced any challenges, I kept telling myself, "I gave birth, I can do anything!" I wasn't really doing anything special on the mat - but I felt strong, resilient and ready to face the world. My practice became more of a sanctuary for me after I had Holden. It was less about good or bad practices, triumphs or disappointments, and more about finding time to breathe.

In your opinion, what are the benefits of practising during pregancy and after the baby is born?
During pregnancy, I loved the awareness of my body that the practice brought.
When you have children, your whole life can be about work and family. It is really easy to get lost inside of that. I remember the first few weeks after Holden was born, I felt so overwhelmed and busy - I couldn't figure out when I could get 5 minutes away to take a shower. I can't imagine not having that time to practice now. I think I would drive my family crazy if I couldn't practice. My practice makes me a better mom, because I have that time for myself everyday and I can devote more energy to Holden and his needs.

When you think about your practice during your pregnancy, and after the pregnancy, what is the first word that arises in your mind?
Freedom!

*Stan Byrne
www.ashtangatoronto.com
www.missstan.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Inspired by Mr Gold

"I’ve seen it time and time again. A student is great as long as he or she is in the improvement phase of practice. Things are opening up. New asanas are coming regularly and life is good, indeed. This student is often one of the loudest and most enthusiastic proponents of how great the practice is… that is until he or she hits a dreaded plateau. (...) Doubt breeds dark thoughts. Eventually, the spectre of “what’s the point” starts whispering in the student’s ear. He or she starts missing class here and there. When he or she comes to practice, the missed days make practice more difficult and a vicious cycle of difficulty and doubt spins downward until… It’s quitting time! The formerly enthusiastic student eventually jumps ship. Sometimes, these students find their way back onto their mats. Sometimes, the experience of what life is like without practice is enough to renew their commitment. Sometimes, these students move from teacher to teacher looking to be saved by a magic adjustment or practice-tip. Sometimes, the student moves to another style of yoga or another activity altogether where he or she can experience the quick improvement phase again. (Citação Paul Gold, no seu artigo " The Despairing Ashtangui, em www.paulmitchellgold.wordpress.com).

Quantas vezes fomos vencidos pela falta de paciência e confiança, pelo descrédito ou até pela arrogância? Quantas vezes questionámos esta prática, porque de um momento para outro sentimos dores? Ou cansaço, ou falta de entusiasmo? Quantas vezes apeteceu-nos mudar de professor, de método de Yoga, ou até alterar a nossa rotina diária por uma outra actividade, uma que não obrigue a vermos e a sentirmos tanto?

Quando praticamos Ashtanga há pouco mais de um, dois ou três anos, e desde o início que reconhecemos limitações no nosso corpo e mente, que temos noção de algumas dores e bloqueios físicos e emocionais, que somos obrigados a usar variantes nas posturas, e no entanto sentimos um transbordante entusiasmo de quem está no começo do processo de estabelecer uma prática diária, de descoberta das posturas, de viver a ideia pré-concebida de evolução. A vivência de um deslumbramento, onde tudo parece fluir, onde tudo está mais certo, mais fácil, onde somos mais vivos e mais felizes.

Com a continuidade das práticas, dos meses e dos anos de mantermos esta rotina de 6x por semana, tropeçamos em nós mesmos e nas nossas considerações e projecções sobre perfeição, dor e estagnação. De repente o entusiasmo perdeu-se e sentimo-nos frustrados, porque estamos retidos nas mesmas posturas, temos dores, ficámos fechados dentro do nosso corpo e encarcerados na nossa mente. E é nesta altura que muitos de nós desistem, mandam os "mats" para um canto do armário e substituem a prática por uma outra actividade, uma que seja mais fácil, mais simples, menos intensa e especialmente, uma que não obrigue a lidarmos com os nossos medos, frustrações e ansiedades.

Este período de ausência servirá para muitos de nós nunca mais voltarem e pelo contrário, alguns encontram nesta privação, o verdadeiro sentido do Yoga. Cabisbaixos e envergonhados, batem à porta da escola, onde são recebidos pelo sorriso do professor, que como praticante sabe o que sentimos e o que nos assustou.
O regresso não é fácil, o corpo esqueceu como dobrar, como torcer, como esticar. As dores que outrora sentíamos, as mesmas que chamávamos de entraves à prática, continuam nos nossos corpos e nas nossas mentes e levará tempo até compreendermos o que Paul Gold afirma em todo o seu artigo, especialmente no último parágrafo, "So what’s the antidote to despair? The simplest answer is to keep in mind that more asanas is not the measure of success in yoga practice."

Munidos de paciência, humildade e coragem aceitamos as nossas limitações e largamos os pressupostos de perfeição, de certo e errado, de evolução e estagnação e com inteligência e fé, superamos as dificuldades, percebendo que "Roma e Pavia não se fizeram num dia" e que o processo de Yoga não são as posturas que temos, mas o processo de nos encontrarmos.
Olhamos para trás, para o nosso passado, para os capítulos da história da nossa prática, sorrimos. Porque é nítido que o dia que retirámos o "mat" do armário e aceitámos as dificuldades, foi o dia em que começamos a praticar Yoga.