quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Perfil do Aluno - Margarida Fonseca


Nome
Margarida Fonseca
Idade
53 anos
Profissão
Psicóloga; Consulta de Comunicação
Quais as razões que a motivaram a procurar o Yoga e quando e onde o descobriu?
Uma amiga levou-me a experimentar uma aula de Yoga há uns anos. Confesso que fui muito desconfiada, convencida que era só uma experiência. E foi! Uma experiência que mudou a minha vida.

De acordo com o seu background académico e profissional, reconhece que o Yoga contém aspectos que podem ser utilizados como instrumentos para uma terapia eficaz? Se Sim, porquê?
Enquanto psicoterapeuta eu sinto que o Yoga me ajuda a manter uma atitude mais consciente e observadora de mim e do outro. Vários aspectos podem ser utilizados como terapia desde a respiração à concentração. Mas a melhor terapia é a própria prática de Yoga! Essa eu aconselho sempre porque só a prática nos ensina a "ouvir o corpo" e nos traz alterações de paradigmas, como por exemplo o acreditar que "eu consigo".

Como praticante dedicada há alguns anos, já consegue identificar os seus benefícios na vida quotidiana? Dê-nos alguns exemplos.
O dia começa logo com uma energia diferente! A nível físico consigo manter uma postura mais alinhada e uma consciência do corpo, que se reflecte numa maior capacidade de concentração e foco. A consciência na respiração e os exercícios de pranayama ajudam-se sobretudo no controlo da minha impulsividade e nas situações emocionalmente mais complicadas.
As pessoas conseguem perceber quando eu pratiquei logo de manhã! Nesse dia sou uma pessoa mais tranquila e mais feliz.


Começou por aprender Ashtanga Yoga num ambiente de ginásio e actualmente frequentas as aulas numa escola de Yoga, que diferenças sentiu nestes dois espaços quanto ao ensino e na aprendizagem deste método de Yoga?
A diferença é enorme! Pratiquei vários tipos de Yoga em ginásios e sentia sempre necessidade de complementar com aulas de ginástica mais activas. Até aparecer o Ashtanga Yoga no ginásio. Fiquei rendida ao Ashtanga e à professora Vera! Não era possível evoluir muito nas posturas porque havia sempre muitos iniciantes(...) Numa escola de Yoga, tudo é diferente! Sente-se logo uma energia diferente! Uma professora que nos recebe e está presente de corpo e alma a acompanhar cada aluno na sua prática, com uma dedicação e entrega invulgares.
Na escola conseguimos evoluir mais. Uma maior exigência na correcção de cada asana, permitindo-nos atingir os nossos limites com segurança. Para além disso, a escola dá-nos um sentimento de pertença a um conjunto de pessoas com o mesmo tipo de motivação: Praticar Yoga.
Resumindo: no ginásio fazemos Yoga; na escola vivemos o Yoga!


Quando pensa na sua prática, qual é a primeira palavra que surge na sua mente?
Paz.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Don´t let Yoga ruin your life"- David Swenson




Uma típica manhã em Mysore, podia perfeitamente ser uma típica manhã em Portugal ou em qualquer outra parte do Mundo, bastaria termos o nosso mat, acordarmos cedo, muitas vezes quase de madrugada e entre uma chávena de chá ou de café, banho morno e rotinas de higiene, sairíamos para a rua a caminho do KPJAYI ou da nossa escola de Ashtanga Yoga em Cascais, Barcelona, Paris, Londres, Copenhaga, NY, Toronto, S. Paulo, etc, esperaríamos ou entraríamos directamente na sala, dependendo da quantidade de praticantes, e estenderíamos o nosso mat para mais uma experiência que pretende unir corpo, mente e alma.

Há que moldar as nossas rotinas sociais e familiares, porque praticar de manhã, à hora de almoço, ou ao final do dia, implica sempre um esforço acrescido na gestão do nosso quotidiano e quer seja em casa ou numa escola, sozinhos ou na companhia de outros praticantes e da ajuda incontornável de um professor, a curto médio prazo existirão mudanças na nossa maneira de pensar, sentir e agir.

Veja o exemplo da nossa alimentação, se estamos habituados a comer muito, iremos reparar ao estarmos no tapete, que os bandhas não existem, a respiração é difícil de controlar, o corpo dá a sensação de estar inchado e de termos mais 40 kilos em cada perna, o que torna complicada a tarefa de dobrarmos e esticarmos o quer que seja, necessitando de toda a energia para digerir o excesso que comemos.

Mas este é apenas uma, em centenas de pequenas alterações que uma pessoa dedicada ao Ashtanga Yoga começa a perceber e no entanto, como o famoso professor David Swenson afirma "Não podemos deixar que o Yoga arruine a nossa vida." Teremos de continuar a desempenhar as nossas funções familiares, as nossas obrigações no emprego, a dar atenção aos nossos amigos, a passear o cão, ir ao supermercado, etc.

A prática de Yoga quando feita de forma regular, consistente e sem paragens leva naturalmente a traçarmos mudanças na nossa maneira de pensar, ser e estar, mas estas alterações terão de ser adaptadas ao nosso próprio contexto individual, familiar e social. Recorde-se que este Ashtanga Yoga deriva de uma linhagem de homens de família, como Krishnamacharya, Pattabhi Jois e agora Sharath Jois, todos com família, com as suas subsequentes obrigações e deveres e que servem de inspiração a tantos praticantes de Ashtanga.

Pensar no nosso quotidiano, desenharmos na nossa mente as mudanças necessárias para conseguirmos mais tempo e qualidade para a nossa prática, mas não esquecer que Yoga não é limitado à hora e meia em que estamos em cima do tapete.


* ilustração de Boonchu Tanti, www.alliscoming.com

sábado, 17 de setembro de 2011

What they said...




"...Ele é realmente uma pessoa especial e um professor excelente. A sua capacidade de nos comunicar a sua experiência e nos fazer sentir um animo crescente para a pratica é uma inspiração para qualquer praticante e/ou professor." L. Lima (Coimbra)

"These three days were revealing and pivotal in many ways. To me practicing yoga has been a process or "learning by doing and doing by learning" - we are constantly reflecting and interacting in a dynamic web of information given by our teachers, fellow practitioners and friends, sometimes by a mere touch, sometimes by word. Then we test and embody that knowledge and eventually give it back to world – whether because we teach or because through our practice we transform it into a unified, positive and uplifting energy. Tim has given me great guidance in this process. His gift has already started to build a stronger, safer and more focused self-practice, which I will continue to explore and develop everyday, little by little. I found “my workshop teacher” and will now follow him around as much as money and circumstances allow!" I. Sobral (Lisboa)

"Tim Feldmann revelou-me de forma muito sábia, numa linguagem simples, dotada de um humor hilariante até ternurento acerca da "mecanica interna e externa" indispensavel, para os inumeros efeitos da prática de Ashtanga. Nunca os bandhas foram tecnicamente tão bem explicados. Julgo ser imensurável o contributo da exposição desta matéria no percurso do praticante de Ashtanga. Sinto-me imensamente grata pelos ensinamentos partilhados neste fim de semana, um grande bem haja a Tim Feldman." F. Jacinto (Lisboa)

"Para mim, que estou a começar, foram muito importantes as aprendizagens deste fim de semanam para aplicá-las na minha prática do dia-a-dia. Além de ter ultrapassado o medo "terrífico" dos backbendings! O Tim consegue descomplicar conceitos por vezes complexos, é uma pessoa extremamente simpática e um óptimo professor que tornou o ambiente deste workshop tão especial." L.Hayden (Oeiras)

"O Tim tem uma presença forte e muito bonita.
Senti carinho e dedicação em cada palavra e, sobretudo, em cada gesto.
Marcou-me especialmente a forma como o Tim se movimenta e transmite cada tema.
Através do olhar e do toque, das palavras e do exemplo, eu senti-me inspirada a evoluir.
Foi muito bom!"
I. S. (Guimarães)

"A experiência foi fantástica, o Tim tem uma “pausa” (vibração constante), que parece caracterizar não só a sua maneira de estar, como o modo gentil em que transmite o seu conhecimento.
Obrigada! Foram informações essenciais para o desenvolvimento de qualquer nível de prática."
F. Meireles (Cascais)

"...of course thank you for the workshop, it was incredible!!!" A. Bustos (Londres)

* fotos por Pedro Terrinha
Workshop com Tim Feldmann, 9, 10 & 11 de Setembro

Thank you.




Durante anos procurei por um professor de Yoga, mais tarde por um professor de Ashtanga Yoga, não falo de nomes ou endereços que indicam que determinada pessoa ensina Yoga, ou de moradas de espaços que oferecem aulas, mas a minha busca foi sempre por encontrar o Professor, aquele que acende a chama da nossa motivação, que inspira a praticarmos ainda mais, que instiga a nossa disciplina, que fornece informações chaves para uma evolução segura, precisa, rigorosa e duradoura.

E mesmo quando surgem bloqueios, quando aparecem obstáculos sabemos que está ali uma pessoa com quem falar e especialmente em quem confiamos. No fundo uma relação entre aluno e professor resume-se sempre uma relação de confiança, de amor, de respeito mútuo, é uma espécie de relação familiar, de link muitas vezes mais profundo e mesmo que caminho do Yoga se resuma a um trilho pessoal e individual, único, porque a minha versão, perspectivas e experiências sobre o Yoga serão diferentes de outras pessoas, a verdade é que, contar com um Professor para apoiar-nos e ensinar-nos é uma grande mais-valia.

Desde 1999 até hoje, pleno ano de 2011, conheci várias pessoas que leccionam Yoga e uns quantos nomes que ensinam Ashtanga Yoga, todos tiveram o seu papel no meu caminho, mas são poucos os que considero como meus professores.

Dentro deste grupo, tem sido uma enorme alegria cruzar-me com pessoas grandiosas, com gente humilde, com pessoas trabalhadoras, com seres humanos que praticam Yoga e o ensinam sem pretensão, sem vaidade, mas pelo contrário com ampla tolerância, com vigente inteligência, com rectidão e saliência no seu estudo e experiência.
Thank you Tim Feldmann.




*fotos por Pedro Terrinha
Workshop com Tim Feldmann, de 9, 10 & 11 de Setembro

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Perfil do Aluno - Carla Moreira


NOME
Carla Moreira
Idade
36 anos
Profissão
Accounting Manager


Após algum tempo a aprenderes Yoga num ambiente de ginásio, que diferenças identificas na tua prática agora que o fazes, num espaço exclusivo para o ensino de Ashtanga Yoga?
Praticar Yoga num ginásio é muito diferente de praticar numa escola. Num ginasio acho que yoga, seja ela qual for, é sempre vista como mais uma actividade fisica que está disponível. Não existem meios que nos permitam ligar directamente com a prática, que nos permitam evoluir, é muito dificil. A entrega é dificil e raras são as vezes onde é possível estabelecer uma ligação, sentir a energia e tirar proveito da prática.
Esta foi uma das razões quando decidi começar a praticar numa escola e há medida que o tempo tem vindo a passar, tenho ainda me apercebido de maiores diferenças, o estabelecer a ligação, quer com a pratica quer com o professor, a entrega total só é possível num espaço como este.
Aí é que iniciamos a verdadeira prática.


Quais as razões que te motivaram e que continuam a inspirar-te a praticares Ashtanga Yoga?
Praticar Ashtanga Yoga para mim, significa estar comigo mesmo, superar-me, o que nem sempre é fácil. É sobretudo sentir e desenvolver um estado de bem-estar e leveza, que acaba por me ajudar em todas as outras partes da minha vida.

Se tivesses de aconselhar um colega de trabalho a praticar este método de Yoga, o que lhe dirias?
É exigente, não é fácil, mas ao fim de cada prática o bem-estar, a calma e a leveza que se sente são muito bons. E de dia para dia vamos conhecendo melhor o nosso corpo, quase como se o conseguíssemos ouvir e sentimo-nos melhor.

Consideras que seria positivo para o seus colaboradores, se a empresa em que trabalhas organiza-se num contexto de team-building, um fim-de-semana de prática de Yoga, um retiro intensivo de Yoga? Achas que os colaboradores sairiam deste evento mais motivados para as suas responsabilidades e deveres profissionais e com vontade de manterem esta prática como ajuda na gestão do stress quotidiano? Se sim, porquê?Acho que uma acção de team building em que uma das actividades seria a pratica de Ashtanga Yoga talvez ajuda-se não só na gestão do stress diário, mas sobretudo acho que podia vir a ajudar a melhorar os níveis de criatividade e de inovação, uma vez que a pratica de Ashtanga liberta a menta e ajuda a focar as energias.
Um dia sem prática de Yoga significa?
Quando não pratico o meu corpo sente, mas é sobretudo a minha mente que mais sente a falta.

E um dia com prática de Yoga, que significado tem?
Um dia mais leve, tranquilo e com outra disposição.

Quando pensas na tua prática, qual é a primeira palavra que surge na tua mente?
Paz

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sadness and emptiness


A vida pode estar complicada, até pode parecer que não existem grandes soluções, até pode parecer que estamos num buraco escuro e que sufocamos a cada tentativa de inspirar, que não há para onde ir, que não há para onde fugir, que estamos obrigados a viver tamanha dor, tamanha perda, tamanha frustração, tamanho vazio.

Se a vida para alguns parece ter deixado de fazer sentido, onde a solidão, a tristeza e o desamparo já são partes integrantes dos seus corpos, das suas mentes e dos seus, já gastos corações, há que reparar a tempo nestes nossos familiares, amigos, conhecidos e até desconhecidos e com uma palavra amiga, uma palavra de Ser Humano, chamar por eles a tempo de evitar uma tragédia.

Se falarmos com psiquiatras, psicólogos ou outros terapeutas do âmbito da psique e das emoções, ficamos a saber que mais de metade da população têm doenças ao nível da mente e do emocional. Se não forem tratadas a tempo, são como um cancro que se espalha por todo o nosso organismo, levando muitas vezes a fazermos más escolhas, decisões dependentes dos nossos estados de espírito, já tão mitigados pelo sofrimento.

É tão triste saber que gente nova ou mais velha, pessoas que eram filhos de alguém, pais de alguém, irmãos de alguém, amigos de alguém, decidiram desistir de uma vida, que a cada segundo poderia mudar.

A cada segundo, mesmo quando tudo está mal, temos a capacidade de mudar o rumo do nosso destino, ás vezes vamos precisar de ajuda, seja de uma terapia, seja até dos famosos fármacos, seja por termos o ombro amigo de um filho que nos ouve, de um amigo que nos abraça ou até de um desconhecido que estende o braço e dá-nos a mão, para nos erguermos.

"Não desistir" são as palavras que devemos manter, mas também as que significam "lutar por nós mesmos, pela nossa felicidade, voltar a ter objectivos, trazer de volta o nosso sorriso, reaprender a viver momento a momento sem ansiedade, sem confusão".

Manter a simplicidade e a vontade pura de viver.
Todos temos problemas, todos temos algo para aprender, algo para superar. Não desistir e traçar um objectivo sincero para o nosso caminho, é um ponto importante quando lutamos pela nossa felicidade.

Perder um amigo, um familiar, ou ficar a saber daquela pessoa que já não vemos há imenso tempo, mas que fez parte da nossa infância, pessoas que de alguma maneira fazem ou fizeram parte da nossa história, que decidiram em consciência ou não, de irem embora, faz-nos pensar ainda mais no significado da nossa vida. O que é que andamos aqui a fazer? Estamos a criar um presente com significado? Estamos a criar um passado que honra a nossa essência?

Hoje acima de tudo, irei pisar o meu mat, praticar o meu Yoga com tamanha devoção pela minha vida, em honra aos que aqui estão e aos que já foram. Coragem, para todos os que perderam alguém, coragem, para todos os que continuam a lutar pelo seu próprio sorriso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Living the Practice" - Ashtanga Yoga com David Robson



Uma verdadeira inspiração advinda do Canadá... um exemplo especial do que é ser professor de Ashtanga Yoga, do que é uma escola de Ashtanga Yoga, do que é ser aluno e praticante de Ashtanga Yoga, do que é e como funciona o Ashtanga Yoga.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perfil do Aluno - Vera Garnel


Nome
Vera Garnel
Idade
43 anos
Profissão
Advogada
Como e quando ficou a conhecer o Ashtanga Yoga?
Em 2009 fui levada por uma amiga a uma aula. A componente de exercício físico descrita pela minha amiga foi francamente a força motriz.

Qual foi a primeira impressão desta prática de Yoga e o que a motivou e motiva a praticar este tipo de Yoga?
Não me lembro se terá sido a primeira impressão, mas cedo reparei que para além de representar um exercício físico fortíssimo (um desafio permanente até hoje), a prática é uma lição e treino permanente no viver e respirar 'agora'. Quando pratico, a intenção de concentrar-me na energia que existe em mim e colocá-la ao serviço das posturas, do movimento, do equilíbrio em vez do que se passa 'lá fora', o que se passou ontem, passará daqui a cinco minutos ou amanhã, é profundamente libertadora. A transpiração - por muito estranho que pareça - é purificadora, o relaxamento no final é descanso na verdadeira acepção da palavra. Nem sempre consigo concentrar-me totalmente, mas quando consigo é uma experiência difícil de descrever.. Cada vez mais, sinto que através da pratica consigo transcender o barulho mental habitual e apenas 'estar', com dores nos joelhos, irritações, medos, ..., mas sem qualquer julgamento.

Com uma vida profissional exigente e sendo mãe de 5 filhos, considera que o Yoga a ajuda a enfrentar as responsabilidades profissionais e familiares quotidianas?
Respondo-lhe ao contrário.
Quando por alguma razão não posso praticar durante algum tempo, todas as tarefas de que a minha vida é composta se tornam mais pesadas. É mesmo assim. Para além de ser, em muitos dos dias, o único espaço só meu, a pratica representa, entre outras coisas, uma tomada de responsabilidade pelo meu bem estar em primeiro lugar, como base para quaisquer responsabilidades perante os outros. E tem, de facto, um efeito muito surpreendente sobre a minha maneira de estar face às ditas 'responsabilidades'.


Aconselharia o Ashtanga Yoga, a outra mãe? Se sim, porquê?
Quando pratico em casa, o sucesso na plateia é garantido, claramente.
Aconselharia a outra mãe como a qualquer pessoa.


Quais são os maiories desafios que encontra na sua prática pessoal de Yoga?
Raramente são os mesmos dois dias seguidos, mas talvez derivem de uma matriz comum, estar totalmente CONSCIENTE da prática. Fora isso, magoar-me porque excedi os limites do meu corpo e ter que viver com isso, por vezes durante semanas, é um desafio.

Quando pensa na sua prática, qual é a primeira palavra que surge na sua mente?
Entusiasmo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Loving Kindness Meditation


Aprendi esta meditação no curso da Nancy Gilgoff, chama-se Loving Kindness Meditation, interiorizei na versão inglesa, mas com certeza que encontram a sua tradução.
É uma óptima forma de começar ou acabar o dia e não só nos acalma, como conseguimos trazer tranquilidade, paz e serenidade para o nosso corpo, mente e coração, mas também, enviar estas características para as pessoas que mais gostamos; para as pessoas com quem temos algum tipo de conflito; para alguém ou algo, que identificamos que são significado de paz, de felicidade, seja Jesus Cristo, Buda, Ganesha, a Madre Teresa de Calcutá ou a nossa avó, mas ainda e também, para pessoas que se cruzaram na nossa vida e que nos marcaram de alguma maneira e no entanto, são meros desconhecidos, seja o porteiro do nosso prédio, o mendigo de sorriso genuíno, que dorme junto do estacionamento onde deixamos o nosso carro, ou a senhora que todos os dias nos vende pão quente e que tem olhos que demonstram, uma vida de trabalho.

LOVING KINDNESS MEDITATION

MAY I BE FILLED WITH
LOVING KINDNESS

MAY I BE WELL.

MAY I BE PEACEFUL AND AT EASE.

MAY I BE HAPPY.


(Sente-se numa posição confortável de pernas cruzadas, endireite a sua coluna, coloque as suas mãos sobre os joelhos, ou execute o Jnana mudrá (juntando o polegar ao indicador, esticando os restantes dedos, rodando as palmas da mãos para cima), ou opte por outra posição, em que as suas mãos permitam estar conectado.
Feche os seus olhos, até ao final da meditação.
Sinta a sua respiração, sinta-se presente na sua respiração.
Encha os pulmões de ar e esvazie, sempre pelo seu nariz.
Faça respirações conscientes, prolongadas e lentas.
Vá aos poucos, interiorizando onde está e o que está a fazer.
Leve à sua mente, a imagem do seu corpo, sentado, nessa mesma posição e repita mentalmente,
May i be filled with Loving Kindness. May i be Well. May i be Peaceful and at Ease. May i be Happy.
Repita algumas vezes, sejam 5, 10 ou 15x, até verificar que estas características estão em si, no seu corpo, na sua cabeça, no seu coração.
Visualize, agora, mentalmente, a imagem de alguém, próximo, um familiar, um amigo.
Alguém que ame, alguém que é importante na sua vida, traga-o para junto de si e afirme
May you be filled with Loving Kindness. May you be Well. May you be Peaceful and at Ease. May you be Happy.
Reproduza as vezes necessárias, até sentir que enviou estas características à pessoa que escolheu.
A primeira pessoa que surgir à sua mente, é a pessoa escolhida.
Não troque de pessoas. Mantenha a sua primeira escolha.
Respire.
Vai agora visualizar alguém. com quem tem ou teve algum problema, algum conflito, chame esta pessoa (mentalmente) para junto de si, quer esteja à sua frente ou ao seu lado, afirme,
May you be filled with Loving Kindness. May you be Well. May you be Peaceful and at Ease. May you be Happy.
Repita estas frases, as vezes necessárias, até sentir que brotam do seu coração, passam por cima dos sentimentos, emoções, ou conflitos que tem ou teve com esta pessoa.
Sinta-se em paz e envie paz.
Escolha agora, uma pessoa, uma personalidade, uma identidade, algo que para você, tenha o significado de paz, de estabilidade, de felicidade e diga novamente as frases da Loving Kindness Meditation.
E por fim, irá eleger uma pessoa desconhecida ou um grupo de pessoas, que de alguma maneira a marcaram, que chamou ou chamaram a sua atenção e reproduza mentalmente, as palavras da Loving Kindness Meditation.
Termine a meditação, permanecendo alguns instantes em silêncio, consigo mesmo, com a sua respiração, com as palavras que evocou para si e para os restantes.)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

WORKSHOP INTENSIVO DE ASHTANGA YOGA COM TIM FELDMANN, NOS DIAS 9, 10 e 11 de Setembro




Programa
dia 9 de Setembro, sexta-feira, às 19h
aula " INTEGRAÇÃO DA RESPIRAÇÃO E DOS BANDHAS NO ASHTANGA YOGA"
interiorização da respiração e execução dos bandhas, localizando-os fisicamente, imprimindo uma qualidade meditativa na prática, acentuando o seu potencial e mostrando como afastar a ansiedade e stress quotidianos, através de uma prática de Yoga fluída e focada.
(duração da aula 2 horas).

dia 10 de Setembro, sábado, às 8h
aula de Mysore Style
(duração da aula 2 horas)

às 11h
aula " 5 PASSOS PARA SALTAR À FRENTE E ATRÁS"
desafiando a gravidade através de simples mecanismos anatómicos, associados a determinados pontos de alinhamento, desenvolvendo força interna, que coordenada com o peso do corpo e sincronizada com a respiração, cria fluidez e eficiência na hora de saltar.
(duração da aula 2.5 horas)

dia 11 de Setembro, domingo, às 8h
aula de Mysore Style
(duração da aula 2 horas)

às 11h
aula " STHIRAM SUKHAM E RETROFLEXÕES"
estimular um estado de Sthiram Sukham Asanam, um estado de firmeza e conforto em cada postura.
Reconhecer os princípios anatómicos de alinhamento e estiramento para executar retroflexões, suportadas pela consciência no corpo, aumentando a circulação de energia que percorre a nossa coluna.
(duração 2.5 horas)

As aulas de sábado e domingo serão todas no período da manhã.
Entre a prática de Mysore e a aula seguinte, faremos uma pausa, das 10h até às 11h, para comermos algo leve e conversarmos um pouco com o Tim, com tempo para perguntas e respostas sobre a prática.

O local do workshop -
de momento a sala do Ashtanga Cascais está lotada, até ao dia 20 de Agosto, enviamos a nova localização do espaço.

Valor do workshop -
120 euros
pode ser pago parcelas de 2x 60 euros.

Se pretendem participar neste workshop mas não têm disponibilidade para vir os 3 dias, podem frequentar apenas algumas aulas, o preço por aula é de 30 euros, no entanto e de acordo com a opinião de Tim Feldmann, este workshop está criado para que possamos usufruir de novas perspectivas e instrumentos para a nossa prática diária de Ashtanga Yoga, fazendo sentido de estarem em todas as aulas, porque terá uma componente prática muito forte, mas também trabalhará em particular, pontos fundamentais deste método de Yoga, a respiração, os bandhas, a coordenação da respiração com os movimentos e posturas, a consciência do corpo e a correcta atitude mental.

Se tem oportunidade, não deixe de se inscrever neste fim-de-semana intensivo de prática e estudo de Yoga.

Inscrições em
ashtangacascais@gmail.com
916034770