terça-feira, 29 de março de 2011

A Yogi





Praticar Ashtanga Yoga ou outro sistema de Yoga, não significa que os seus praticantes deixam de ter problemas, as dificuldades do dia-a-dia continuam a ser sentidas, o estar doente, o ser confrontado com problemas nos relacionamentos familiares, o vivenciar fases complicadas no emprego, etc. Praticar Yoga ou não, não significa que os obstáculos e as complicações quotidianas desaparecem, continuaremos a ter desafios que nos abalam o corpo, que nos moem a mente e que nos comprimem a alma. Mas sem dúvida que esta prática de Yoga, particularmente este Ashtanga Yoga, quando feito com regularidade e sinceridade, devolve força de vontade e habilidade interna para olharmos para nós mesmos e para o que está à nossa volta, e em consciência, arregaçarmos as mangas e darmos o nosso melhor, dentro e fora do tapete, nas duas horas de prática e nas restantes horas do nosso dia.


" A yogi is one who leaves the place a little nicer than when they arrived.",cit. David Swenson, DONAHAYE, Guy, STERN, Eddie, Guruji: a portrait of Sri K. Pattbhi Jois through the eyes of his students, , 1ªEd, NY, North Point Press, 2010

segunda-feira, 28 de março de 2011

Abhyasa


Respirar.
Respirar e formar o movimento de entrada, permanência e saída das posturas, marcando o ritmo do vinyasa, produzindo o tapas e o fogo interno que desencadeiam o processo de transformação, de limpeza interna, de circulação de energia, de oxigénio e de sangue, de purificação de um organismo vivo, repleto de potencial.


Inspirar.
Inspirar e expirar pelo nariz, escutando o som do Ujjayi que nasce na glote, estimulando a concentração, aguçando a atenção para o presente e recolhendo os sentidos para o interior.


Com o corpo.
Com o corpo desenhar as séries de posturas, segurando o mula bandha e o uddiyana bandha, para que as possamos saborear como contas de um mala, uma atrás da outra, cada uma a preparar a próxima para uma coreografia de conexão do corpo, da mente e da alma.


Focando os olhos.
Focando os olhos, fazemos uso dos 9 dristhis e consolidamos o crescente estado de concentração, que esboça o aspecto meditativo deste Ashtanga Yoga. Sem perdermos a consciência da respiração, dos movimentos, das posturas, dos bandhas e dos dristhis, vamos humildemente, criando as bases de uma prática de Ashtanga, que tem como ideal ser regular, consistente, alimentada pela experiência e não por palavras.


Abhyasa.
Abhyasa - "99% practice, 1% theory", Shri K. Pattabhi Jois (1915-2009).

quarta-feira, 23 de março de 2011

Back on my mat



Quando a vida me afasta da rotina da prática, nada é mais reconfortante do que voltar a sentir a textura do mat por debaixo dos meus pés. Sinto falta da prática, como quem sente a falta de uma grande companheira, aquela amiga que abraça quando é preciso, mas que me chama a atenção quando encho o peito e falo a linguagem do Ego.


Estar afastada da prática por opção, normalmente tem haver com preguiça, mas quando não é por escolha, tende a ter haver com doença. Saúde, é um estado que todos devemos conservar e que todos deveremos cultivar. Sem saúde, os nossos corpos deixam de funcionar na sua totalidade e as nossas mentes facilmente são confundidas.


Quanto ficamos presos nas limitações de uma qualquer doença, tendemos a repensar no significado de saúde e no seu valor, tendemos a olhar para a saúde de outro ponto de vista e normalmente, aumentamos a sua importância e organizamos o nosso dia-a-dia para conseguirmos tempo para o nosso instrumento de vida, o corpo. Tudo conta na conquista por mais saúde, seja com uma alimentação mais saudável, reduzir o consumo de café, de fritos, de doces e aumentar a actividade física, estacionar o carro longe e andar mais a pé, passear os cães numa rua mais distante, ir com os filhos ao parque do outro lado da avenida, voltar a ser sócio no ginásio ao lado de casa, ou marcar, finalmente, a tal aula de yoga que um colega recomendou. Tudo vale para voltar a sentir energia, funcionalidade e nova disposição.


Voltar ao tapete, depois de estar muitos dias de cama, é pura alegria. Voltar a sentir a respiração, os movimentos, as posturas, a integração do corpo com a mente, desfrutar novamente de liberdade e fortalecer este nosso veículo de vida, contra uma diversidade de doenças que infelizmente, sem darmos por ela, nos ataca.

terça-feira, 22 de março de 2011

Um pouco de esperança





Com a diversidade dos meios de informação e de comunicação, recebemos diariamente imagens, notícias, artigos que nos apresentam uma realidade que poderá abalar as nossas convicções, seguranças e certezas, em última instância a nossa fé e esperança.


É fácil perceber que o Mundo não está nada bem, quer seja porque assistimos a um documentário do género do Earthlings, ou porque vimos o telejornal, escutámos as notícias na rádio, folheámos as páginas de um jornal diário, que nos informam e recordam que estamos na era de Kali Yuga e que se não é mais uma guerra por petróleo, é mais uma guerra por poder, se não é mais uma catástrofe natural, é um possível desastre nuclear, se não é mais um episódio da crise económica, é um episódio da crise política, etc. Perder algum tempo, para escutar, ver ou ler sobre o que se passa neste nosso querido Portugal, ou sobre o que passa no resto do mundo, rapidamente nos leva a questionar sobre o nosso passado, presente e futuro.


E entre analisar, decidir e mudar, é bom lembrar que temos todos os dias a oportunidade de mudar o rumo da nossa vida. A cada segundo, temos a oportunidade de alterar o percurso da nossa história e sermos seres humanos mais conectados, mais inteligentes, mais sinceros, mais fortes, mais decididos e mais empreendedores.

terça-feira, 15 de março de 2011

Eco Yoga Mats



A prática de Ashtanga Yoga necessita de ser feita num tapete que tenha determinadas condições, acima de tudo que nos ajude a criar e a manter uma prática segura, estável e equilibrada. Desde 2006 que escolhemos os Eco Yoga Mats para serem os nosso companheiros de prática. Para nós são a melhor opção do mercado e por isso continuamos a praticar neles e os aconselhamos aos nossos alunos.


Estes tapetes produzidos no Reino Unido, são ecológicos, biodegradáveis, livres de PVC, anti-derrapantes, laváveis à máquina, pouco pesados e por isso super práticos. Quer seja para praticar na escola ou em casa, ou quando vamos de férias, estes tapetes servirão para que possamos beneficiar de uma prática confortável, sem perigos de escorregar ou de derrapar a cada vez que temos de saltar à frente ou atrás, ou cada vez que movemos um pé ou uma mão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

YOGA STOPS TRAFFICK 2011



O Yoga Stops Traffick decorrerá no Ashtanga Cascais, no próximo dia 12 de Março, sábado, às 10h.
Junte-se a este evento mundial, ao qual participaram milhares de praticantes de Yoga, que neste dia, irão desenrolar os seus tapetes e executar simbolicamente alguns surya namaskar pela triste temática que é o tráfico humano na Índia, de crianças e mulheres e a sua exploração e abuso.


Com um significado de solidariedade, convido-o para uma aula muito especial, de prática de surya namaskar A. O intuito é executarmos os movimentos de acordo com a respiração, não haverá paragens nos Adho Mukha, de modo a mantermos uma dinâmica na sequência. A aula será guiada, segundo a contagem tradicional dos vinyasas, o número correcto de respirações de entrada e saída das posturas. Esta série de posturas, será praticada de acordo com as vossas capacidades e condições, será mantida até que vocês se sintam confortáveis. Se executarem 5, 10, 20, 50 ou 108 ciclos não interessa, o importante é a sua presença.


Os efeitos do Surya Namaskar são vários, destaco: maior flexibilidade e tonicidade dos músculos dos braços, costas, zona abdominal e pernas, expansão da capacidade respiratória, massagem dos órgãos internos, aumento da circulação sanguínea, aquecimento interno, promovendo uma desintoxicação através da transpiração. Aumento do nível de concentração, estabilidade e tranquilidade mental.




Colabore com a sua presença e se achar pertinente, traga os seus filhos, os seus pais, irmãos, ou alguns amigos para assistirem ou para praticarem.
Confirme a sua presença, por email, ou sms.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Yoga Stops Traffick 2011 - um pouco de contexto


O Ashtanga Cascais tem a honra de se juntar ao evento mundial, YOGA STOPS TRAFFICK, que consiste em despertar a atenção pública para a triste temática do tráfico humano na Índia, com os propósitos de exploração sexual, escravatura e abuso doméstico de crianças e mulheres. O YOGA STOPS TRAFFICK está associado á instituição indiana, Odanadi, que funciona em Mysore, cidade onde centenas de ocidentais se deslocam para estudarem Yoga.


A Odanadi nasceu há 20 anos atrás, e tem o objectivo de resgatar crianças e mulheres que foram sujeitas a tráfico para exploração sexual ou porque sofrem de abuso e trabalho forçado. A Odanadi foi criada em Mysore por dois jornalistas, o Stanly e o Parashuram, que decidiram fazer alguma coisa para mudar a vida destas crianças e mulheres e ao longo dos anos através do seu empenho e da ajuda de muitos voluntários, conseguiriam criar uma casa que recolhe estas crianças e mulheres e as reintegra na sociedade, orientando-as para superarem uma vida de dor e tristeza, para uma vida de luz, esperança e integridade.


O seu programa de terapia psíquica e social, foi reconhecido na Índia e internacionalmente, como a melhor prática para resgatar e reintegrar as crianças e mulheres que foram vitimas de tráfico humano, abuso sexual e doméstico. O método de terapia da Odanadi é desenvolvido de acordo com as necessidades individuais e utiliza uma série de actividades, como acompanhamento psicológico, técnicas teatrais, yoga, acupuntura, dança, de modo a instituir instrumentos físicos, mentais, emocionais, para que cada criança ou mulher adquira força, confiança e os mais variantes aspectos, para se reintegrar de forma saudável e positiva na sociedade.




Nestes últimos vinte anos, a Odanadi Seva Trust conseguiu salvar mais de 2000 crianças e mulheres, 57 das quais foram resgatadas de bordéis e conseguiram identificar 137 responsáveis por tráfico humano.


www.odanadi-uk.org
www.odanadisevatrust.org
www.yogastopstraffick.org

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Why i love Ashtanga Yoga?



Esta pergunta faz-me recordar os meus dias de prática, os bons e os que foram categorizados de maus, os fáceis, mas também os difíceis, aqueles em que o corpo estava forte e flexível e os que tudo me pesava, os que me fizeram sentir um estado de paz mental, sem assaltos a cada minuto por mais um pensamento e aqueles em que tudo foi agitação e a cada segundo precisava de gritar, para dentro de mim, um "CALA-TEEEE". Os dias em que me senti feliz, tranquila e os dias que o meu emocional esteve á espera de uma qualquer razão aparente, para me fazer soltar uma, duas ou três lágrimas, os dias em que a fluidez da respiração e do movimento, me fizeram acreditar no potencial desta prática e os dias em que os meus condicionamentos físicos, mentais, emocionais e energéticos punham à prova a minha disciplina e força de vontade.


Olhar para trás e recordar práticas, faz-me lembrar do que interpretei como avanços e retrocessos, a felicidade de alcançar determinada postura, o conseguir executar pela primeira vez o Marichyasana D ou a egocêntrica frustração de não conseguir fazer aquele asana, aquele asana que todos os dias trabalhava, que para mim sempre foi o Supta Kurmasana.


Este olhar para trás faz-me caminhar pelo meu mundo de opostos até que relembro aquele instante em que a prática de Ashtanga passou a ser mais que os benefícios físicos, quando me obrigou a começar a trabalhar a minha ansiedade, os meus medos e as minhas inseguranças, quando me fez perceber que tinha de desenvolver força de vontade, disciplina e dedicação e atiçou o tapas necessário para deparar-me com os meus condicionamentos. Assumir as minhas limitações e levantar a cabeça e com consciência, experimentando, errando ou não, caindo ou não, lá vim até aqui. O engraçado é que embora mais sábia e também mais velha, é fácil perceber que ainda tenho tanto que aprender, tanto para trabalhar.


Amo esta prática de Yoga, porque todos os dias me chama a atenção, para inspirar e expirar, no meu ritmo, com profundidade e a devoção necessárias para ir criando uma vida com significado.
Bem-haja Ashtanga Yoga!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como mudar (III) - o sankalpa


Pela observação e tomada de consciência dos nossos padrões conseguimos perceber os nossos samskaras positivos e os negativos, aqueles que vieram connosco quando nascemos e aqueles que fomos desenvolvendo ao longo dos anos pela correlação com os outros e com o que nos rodeia. Identificar os padrões negativos, aqueles que surgem constantemente e até que os que aparecem sem aviso, é o primeiro passo para os conseguirmos substituir.


Neste contexto interessa conhecer o conceito de Sankalpa, que significa intenção ou resolução, no fundo é o que pretendemos alcançar, é algo que nos ajuda a focar, a concentrar no que queremos atingir. Na prática consiste em dizermos para nós mesmos, uma frase curta, clara, concisa, positiva e colocada no presente, de modo a evocar aspectos positivos, que normalmente estão bloqueados no subconsciente. Pode ser feita mentalmente ou verbalmente e deve ser repetida algumas vezes, há autores que falam em repetir o sankalpa, 3x todos os dias mal se acorde, ou outros que referem que deverá ser feito no início e no fim da nossa prática de Yoga.


Definir um sankalpa significa criar uma resolução sentida, verdadeira e coerente, é um conjunto de palavras conjugadas no presente. Notem que para o Sankalpa ter força, poder, precisa de ser repetido sempre da mesma forma, ou seja serão sempre as mesmas palavras, se um dia dizem de uma maneira e no outro utilizam outras palavras, outro objectivo, deixa de ser Sankalpa e passa a ser apenas um desejo. O Sankalpa é mais que um mero desejo, é uma intenção feita após a identificação de algum aspecto negativo, que tem vindo a surgir na vossa vida vezes sem conta, é uma resolução que pretende ajudar a superar os nossos samskaras negativos. Um propósito sincero, ao qual evocamos diariamente, de modo a recordarmos-nos conscientemente do que pretendemos, uma evocação feita a apartir do coração, que nos incute um caminho, um rumo. E sempre que o samskara antigo "atacar", porque a qualquer momento do dia, sofremos armadilhas dos nossos padrões de comportamento e pensamento, temos o sankalpa para nos recordar para onde queremos ir e munidos de Tapas, de disciplina, focamos-nos para em consciência, criarmos mais tempo entre o impulso e a acção e sem medos colocarmos o que pretendemos em prática.


Seja quando acordarmos, ou quando começamos a prática de Yoga, ou quando lavamos os dentes em frente ao espelho, repetimos o sankalpa, concentrados no que afirmamos, focados em cada uma das palavras, centrando a mente para o momento e aproveitando esta intenção para substituir antigos samskaras.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Como mudar (II)

Quantas vezes nos vemos presos pela repetição de determinado comportamento, ou por sentirmos determinada sensação, emoção ou sentimento? Quantas vezes repetimos para nós mesmos, que vamos mudar, que vamos passar a agir de outra maneira, ou de sentir e pensar de outra forma? Mas sem percebermos, continuamos a repetir estes padrões, tornando-os cada vez mais fortes e profundos.


O Yoga deve ser observando como um reflexo de nós mesmos, um instrumento que nos leva a compreender como somos, um conjunto de técnicas práticas que exploram o nosso potencial como Ser Humano, que orientam o praticante para uma maior consciência de si mesmo. E pela veracidade de nos vermos, temos uma nova capacidade de alterar ou superar todos os condicionamentos que nos bloqueiam de uma vida mais feliz e mais saudável.
Em teoria tudo parece fácil, mas na prática, é um verdadeiro desafio. Superar as condicionantes da nossa mente, abrir as portas da nossa alma, é algo extremamente árduo e por isso muitas das vertentes do Yoga, começam pelo corpo, como no Ashtanga Yoga, ou outra forma de Hatha Yoga.


A mente está constantemente a produzir pensamentos, num segundo a nossa cabeça consegue levar-nos para diversos rumos e se nos identificamos com cada um destes, estamos constantemente ora no passado, ora no futuro. A prática de asana e respiração, mostra-nos o poder do presente, do estar no presente, o estar no momento, ou seja o estar em paz, estar no silêncio, sem a agitação frenética dos pensamentos, das emoções. À medida que a prática de Yoga se torna mais e mais regular, o praticante adquire mais e mais serenidade. 
A respiração (especialmente no Ashtanga Yoga) coordena o movimento e serve de medida para nos auto-observarmos, se repararem que estão a respirar que forma rápida, curta, sem ritmo, o mais provável é que não estejam focados nesta, desliguem-se da mente, retornem a atenção na quantidade de ar que entra pelas narinas e na quantidade de ar que saí, voltem a centrar-se, a sentirem o momento e verão que reencontram um estado de paz. 


Todos temos a hipótese de prestarmos atenção à nossa vida, de prestarmos atenção aquelas situações que repetidamente surgem e que nos fazem sentir mal, experiências que nos deixam sem paz e que conduz-nos a um estado de agitação, um estado negativo. Pela consciência destas situações, experiências, comportamentos, sentimentos, pensamentos, temos a oportunidade de parar o rol contínuo de acção e reacção, observando como reagimos e verificarmos que somos capazes de mudar. Se o padrão está demasiado enraizado, o mais provável é levarmos algum tempo até conseguirmos alterar este samskara. Mas se nos esforçarmos, como nos esforçamos numa primeira fase para esticarmos mais as pernas, alinharmos os braços, ou rodarmos um pouco mais a cabeça nas diversas posturas que temos nas sequências do Ashtanga, vamos aos poucos, lentamente, deixar o sacrifício e de uma forma orgânica, conseguirmos alterar os nossos condicionamentos.  Ou seja, como acontece no processo do nosso Yoga, à medida que somos mais regulares, vamos passando de um esforço físico acentuado para uma prática Sthira e Sukha das posturas, ou seja, conforto e facilidade. 


A observação e a consciência dos samskaras negativos, a correspondente pausa entre estes, e o tempo de reacção, permitem focarmos a mente e optarmos por agir, sentir ou pensar de forma diferente, substituindo antigos samskaras por novos. Sankalpa significa intenção, e utilizado de forma consciente, é um excelente canal de comunicação entre o que pretendemos alcançar e o que nos bloqueia, entre o nosso corpo físico e o nosso corpo mental e emocional. 


O Yoga vê o Ser Humano como um conjunto de corpos, camadas, ou níveis - em sânscrito chamam-se de koshas -  e o Sankalpa, quando usado de forma consciente, é um instrumento eficaz para comunicarmos entre as  camadas que vão desde o nosso corpo à nossa alma.